Categorias: Geral | Mundo      -    16/6/2012     -     Fonte:

Galeria de Fotos: Cúpula dos Povos mostra diversidade na Rio 20



Diversidade na Cúpula

  • Foto e texto: Júlia Carneiro
    Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá do ilê Omi Ojuarô, uma das maiores autoridades do candomblé no Brasil. "Minha principal questão aqui é a do respeito à nossa religião hoje. Às vezes não podemos sair de casa como o alacá que somos agredidos por seguidores de outras religiões", disse. Fotos e textos: Júlia Carneiro

  • Foto e texto: Júlia Carneiro
    Cacique Raoni, líder caiapó "Estou aqui para falar que todo mundo tem que viver em paz, sem violência. Eu vim defender a floresta, a terra, os rios, e pedir o respeito de todo o mundo a nós indígenas. Quero deixar esse recado para todos os governos dos países que vêm aqui."

  • Foto e texto: Júlia Carneiro
    Nancy Iza, da Coordenação Andina de Organizações Indigenas (CAOI). "Viemos fazer propostas para garantir a soberania alimentar. Queremos produzir com sementes próprias e não modificadas geneticamente", diz ela, que planta batatas e hortaliças em sua terra no Equador.

  • Foto e texto: Júlia Carneiro
    Nadezhda Savova, da Breadhouses Network, ONG que ensina crianças a fazerem pão. "A Rio 20 é um evento muito grande e pode assustar as pessoas. Vim para mostrar que o passo para uma vida sustentável é muito fácil, como fazer pão juntos", diz a búlgara nascida em Gabrovo, cidade do pai de Dilma Rousseff.

  • Foto e texto: Júlia Carneiro
    Zenildo Barreto, da Casa Baiana para Integração Cultural, autor de instalação com troncos recolhidos de queimadas. "A mensagem do projeto é a necessidade de se queimar a indiferença, e não as florestas. Estão queimando o planeta em nome do desenvolvimento."

  • Foto e texto: Júlia Carneiro
    Graça Samo, da Marcha Mundial das Mulheres, de Moçambique. "O meu apelo é que os que pensam nas políticas de desenvolvimento pensem que tudo só faz sentido se for para beneficiar as pessoas, que pensem no povo. Esses cidadãos de que estamos falando são suas filhas, suas mulheres, suas mães. Sem essas mulheres, de que vale a vida?"

  • Foto e texto: Júlia Carneiro
    Edwin Vasquez Campos, coordenador geral da COICA, que representa tribos indígenas amazônicas em nove países. "Nossa demanda é que os povos indígenas sejam considerados, consultados e respeitados nos projetos de políticas de estado. Vamos reunir povos indígenas do mundo todo para elaborar uma posição conjunta aqui."

  • Foto e texto: Júlia Carneiro
    Ana Maria Albanese, ao centro, coordenadora da União Brasileira de Mulheres de Nova Iguaçu. "Somos voltadas para a violência contra mulheres e homossexuais. Queremos aumentar o papel da mulher nas mudanças ambientais, promovendo sua inserção em cooperativas de lixo."

  • Foto e texto: Júlia Carneiro
    Gleyciane Bezerra Teles, do Centro de Estudos do Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (Cetra), que veio para atividade com jovens de Pernambuco, Maranhão e Ceará. "Viemos reivindicar políticas públicas para a juventude rural, para incentivar a permanência do jovem no campo, reforçar a economia solidária e reduzir o êxodo rural."

Diversidade na Cúpula dos Povos

O primeiro dia da Cúpula dos Povos viu um público variado, com participação de grupos indígenas, religiosos, ambientalistas, trabalhadores sociais e ativistas de várias partes do Brasil e de fora.

A diversidade deve aumentar ao longo do evento, que acontece até o dia 23 no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio, em paralelo e como um contraponto às discussões em andamento na Rio 20, a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável.

Nas 50 tendas montadas para o evento, mais de 1.200 atividades estão programadas para os próximos dias, abordando temas como tão variados como desenvolvimento sustentável, descriminalização da maconha, a situação de comunidades indígenas e quilombolas, energia nuclear e cidadania.







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