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CCZ alerta moradores para não descuidarem da prevenção da dengue no inverno


A baixa temperatura provoca apenas um atraso na evolução da larva, mas, se continuar na água, o ciclo de crescimento do mosquito não será interrompido"

 Desde o ano passado, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) está registrando uma situação atípica no histórico da incidência da dengue em Campo Grande. Nos meses de maio, junho, julho e agosto as notificações da doença eram consideradas insignificantes. Mas, em 2009, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) registrou, no mês de julho, 138 notificações da dengue. Comparativamente neste ano, de primeiro de julho até agora, já foram notificados mais de 150 casos da doença.

“Estamos observando mudanças de hábito do mosquito, que estão levando o Aedes aegypti a se desenvolver no período da estiagem e do frio”, esclarece Alcides Ferreira, coordenador municipal de Controle de Vetores. Segundo ele “os ovos sobrevivem até 450 dias no seco e eclodem no primeiro contato que tiverem com a água”.

Com as larvas, a situação não é muito diferente. “A baixa temperatura provoca apenas um atraso na evolução da larva, mas, se continuar na água, o ciclo de crescimento do mosquito não será interrompido”, completa Alcides.

As alterações climáticas ocasionaram uma situação atípica da dengue em outra região do país. No Rio Grande do Sul, estado historicamente sem incidência da doença, já foi encontrado o Aedes aegypti, de acordo com o coordenador de Controle de Vetores do CCZ.

Por conta desse novo quadro de evolução da dengue, os agentes de saúde recomendam à população para não descuidar da prevenção da doença. A ênfase está na atenção redobrada com os depósitos de água: caixas d’água bem tampadas e tambores lavados uma vez por semana. Alcides também ressalta a importância “da limpeza das calhas e do ladrão da laje, além da colocação de tela no cano de suspiro das fossas”.

Vale lembrar que apenas a fêmea do Aedes aegypti é transmissora da dengue, porque necessita de sangue para a maturação dos ovos. O mosquito macho se alimenta de seivas. Os larvicidas são eficazes para quebrar o ciclo reprodutor do Aedes, interrompendo o processo com a morte das larvas ou gerando mosquitos estéreis.




Fonte: CG Notícias
Cadastrada em: 28/7/2010

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