Mobilizar público entre 20 e 39 anos é desafio da campanha, diz Temporão
Ministro pediu que postos tenham horário de funcionamento estendido. Governo anunciou parceria com empresas para divulgação do calendário.
| Calendário da vacinação |
| 8 a 19 de março |
| Profissionais da saúde e povos indígenas |
| 22 de março a 2 de abril |
| Gestantes, crianças entre 6 meses e dois anos incompletos e pessoas com problemas crônicos com até 60 anos de idade |
| 5 de abril a 23 de abril |
| População de 20 a 29 anos |
| 24 de abril a 7 de maio |
| Idosos com problemas crônicos (mais de 60 anos de idade) - nesse período, todos as pessoas com mais de 60 anos podem ser imunizadas também contra a gripe sazonal |
| 10 a 21 de maio |
| População de 30 a 39 anos |
| Fonte: Ministério da Saúde |
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta terça-feira (9) que o "desafio" da campanha nacional de vacinação contra a nova gripe - o vírus influenza A (H1N1) - é mobilizar a população entre 20 e 39 anos, que está nos grupos prioritários para a imunização.
O ministro falou durante o anúncio de parceria com empresas privadas para a divulgação do calendário da vacinação. Entre as empresas estão companhias aéreas, de alimentação, comunicação e telefonia.
Temporão disse ainda que, para favorecer a vacinação dentro dessa faixa etária - 20 a 29 anos - o governo federal pediu às secretarias estaduais e municipais colaboração para estender o horário de atendimento dos postos de saúde.
"Temos aqui outro desafio parecido com o que tivemos na vacinação contra a rubéola (quando o público jovem também era grupo prioritário para a imunização). São 60 milhões de pessoas entre 20 a 39 anos, pessoas saudáveis, que temos de mobilizar. (...) Fizemos apelo aos gestores, secretários estaduais, municipais, para facilitar a vida de quem estuda, traballha. Vamos apoiar. Mas é um desafio que não é problema só do governo, é de toda sociedade", disse o ministro da Saúde.
De acordo com o ministro, os dois grupos - de 20 a 29 anos e o de 30 a 39 anos - são compostos por 60 milhões de pessoas, sendo que a meta da campanha é vacinar cerca de 90 milhões de pessoas - as outras 30 milhões estão nos grupos de gestantes, idosos com problemas crônicos e crianças com menos de dois anos.
O ministro disse que o objetivo na campanha contra nova gripe deste ano é atingir no mínimo 80% de cada grupo prioritário.
Setor privado
Durante o evento em que Temporão discursou, representantes de empresas privadas foram informados sobre a preparação do Brasil para o combate à segunda onda da nova gripe, que deve ocorrer durante o outono e o inverno. Para Temporão, as empresas podem ter papel importante para a divulgação da campanha.
Ele afirmou que, em pesquisa do ministério, foi verificado que 64% dos entrevistados sabiam das datas de vacinação. "Ainda temos um universo importante de pessoas que não estão informadas sobre a campanha."
"É importante que vocês (empresas privadas) nos ajudem para que 100% da população esteja bem informada. Podem vacinar rapidamente e proteger seus funcionários da maneira mais rápida e eficaz possível. (...) A campanha começou agora e temos que passar com clareza as informações para que as pessoas se sintam tranquilas e seguras quanto à vacinação", completou Temporão.
José Gomes Temporão lembrou ainda que o ministério tem feito nos últimos anos parcerias com o setor privado. "O ministério vem utilizando essa estratégia não só para vacinação, mas também para o combate de doenças, como a dengue. A parceria com os senhores e as senhoras (empresários) na campanha da rubéola foi fundamental, porque visava mobilizar pessoas jovens e saudáveis para se proteger de uma doença que não é visível. Se não fosse a participação das empresas não conseguiríamos vacinar 67 milhões de pessoas."
Estratégias
Antes de Temporão, o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna, discursou e relatou as estratégias do governo para se preparar para um possível novo surto da gripe A (H1N1).
Ele afirmou que o Brasil se preparou, além da campanha de vacinação, com o aumento dos centros de diagnósticos credenciados e aquisição de antiretrovirais, entre outras medidas.
Penna citou que, além da campanha de vacinação, a imunidade natural que as pessoas possam ter adquirido contra o vírus também pode ajudar a reduzir o número de óbitos. "A pandemia já circulou e se espera que tenha havido uma imunidade natural e pode diminuir a mortalidade associada à pandemia."
Fonte: G1Cadastrada em: 9/3/2010
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