Os alunos que fazem parte do Projeto Patrulha Florestinha, da prefeitura da Capital, em parceria com a Polícia Militar Ambiental (PMA), têm agora a oportunidade de aprender a arte de produzir mosaicos. O método está sendo ensinado pelo artista plástico norte-americano Robert Markey, que faz voluntariado com o objetivo de passar os conhecimentos sobre sua arte.
O trabalho feito com pedaços de cerâmica vai enfeitar uma das paredes da nova sede do Projeto Florestinha, uma área doada pela Fundação Alphaville, que fica ao lado do condomínio, na saída para Cuiabá, em Campo Grande. Antes, os estudantes ocupavam um local no Parque Estadual das Matas do Segredo, no bairro Nova Lima.
Até o dia 2 de outubro Robert estará na Capital oferecendo a oficina. Depois, segue para Rio Verde para trabalhar com a Patrulha Florestinha daquele município. O artista americano já organizou a mesma oficina para crianças do estado da Bahia, onde ficou seis anos.
"Com esta arte as crianças aprendem criar várias coisas. E para criar elas utilizam a alma, o coração e a cabeça, por isso é importante trabalhar esses aspectos com elas", justifica Markey. Para ele, mais do que ensinar uma arte, a oportunidade lhe concede também aprender com os pequenos patrulheiros. "Essas crianças são fantásticas, vejo muita amizade nelas", argumenta.
O artesanato que está sendo produzido dentro do espaço do projeto mostra a identidade do Pantanal, com figuras da fauna típica da região sul-mato-grossense. Utilizando cerâmica e argamassa, todos aprendem a arte na prática. "Estou achando muito legal fazer mosaico de desenhos na parede. Estamos desenhando onça, avestruz e capivara", conta o pequeno patrulheiro Wesley Nelson Galvez, de 12 anos. Para ele, a barreira lingüística não é encarada como um problema, mas como mais uma porta de aprendizado. "Não é difícil entender ele não, a gente já está tendo inglês na escola, então é bom porque ele também ensina para a gente um pouco da língua dele", afirma.
De acordo com a educadora do projeto, Beatriz de Oliveira, a iniciativa é excelente e é mais uma opção de aprendizado para os estudantes. "Observo que eles se interessam, se envolvem com a arte e há uma importante troca de informações", afirma a professora.
Projeto Florestinha
A Patrulha Florestinha atende pouco mais de 50 crianças e adolescentes, entre nove e 15 anos, todos do sexo masculino, da região dos bairros Nova Lima, Jardim Columbia, Jardim Anache, entre outros.
Os garotos frequentam a escola no período da manhã e durante a tarde seguem para o projeto. Lá, eles recebem alimentação, têm aulas de espanhol, teatro e aprendem sobre o meio ambiente. Além disso, recebem acompanhamento escolar para aumentar o rendimento nas aulas.
Fonte: Noticias MSCadastrada em: 22/9/2009