Após quase duas horas como refém, o coordenador-regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) da Capital Joãozinho da Silva foi liberado pelos indígenas que ocuparam a sede da instituição.
Os indígenas são terena das aldeias Buriti, Córrego do Meio e Oliveiras, três das oito aldeias que ficam na área de mesmo nome localizada entre os municípios de Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia.
Não houve ação policial, mesmo com cinco viaturas da PM no local. O trecho da avenida Calógeras onde está localizada a Funai foi interditado para o tráfego.
Muitos indígenas estão pintados e vestidos com trajes típicos da etnia. Eles agora estão reunidos com o coordenador da Funai, que já chamou todos os funcionários de volta ao trabalho e não concedeu entrevista. Eles querem a mudança de Samuel Dias como chefe do PIN (Posto Indígena) da área Buriti.
Segundo o cacique da aldeia Córrego do Meio, Elizur Gabriel, Samuel estaria "desde o começo deste ano desviando benfeitorias para comunidade". Samuel não está no local para ser ouvido. "A situação está tensa na comunidade", complementa Elizur.
Segundo a assessoria de imprensa da Funai, eles chegaram por volta das 13h e, assim que os funcionários chegavam (por volta das 13h30) iam trancando-os na sala. Ainda conforme a assessoria, cerca de 25 pessoas foram feitas reféns. Depois, quando o coordenador chegou, eles liberaram todos menos ele e duas funcionárias, que foram libertadas pouco depois.
Maria de Fátima Teodoro, telefonista, foi uma das duas funcionárias mantidas reféns. Ela e a colega de serviço ficaram em como diferente ao que ficou João da Silva. "Eu não consegui ouvir o que eles [João e os indígenas] falavam. Estou assustada", disse.
Fonte: MidiamaxCadastrada em: 27/4/2009