Saúde, alimentação e transporte puxam alta de 0,27%
A inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) ficou em 0,27% nos dez primeiros dias de janeiro, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta terça-feira (12). No mesmo período do mês passado, o indicador registrou recuo de 0,16%. Até a primeira prévia de janeiro, o IGP-M apresenta retração de 1,02% nos últimos 12 meses.
Os grupos que mais contribuíram para a elevação do índice foram saúde e cuidados pessoais, cuja taxa teve aumento de 0,21% em dezembro para 0,37% em janeiro, e transportes, com alta de 0,29% para 0,37%. Os principais produtos responsáveis por esses aumentos foram artigos de higiene e cuidado pessoal, que tinham registrado recuo de 0,51% no primeiro decêndio de dezembro e saltaram para 0,46%, e gasolina - com crescimento de 0,05% para 0,75%.
O IGP-M - indicador usado para os cálculos dos reajustes de contratos de aluguel e de TV por assinatura - é formado por três indicadores: IPA (Índice de Preços por Atacado), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção).
O IPA apresentou alta de 0,25% em janeiro contra uma queda de 0,35% em dezembro de 2009. O grupo bens finais registrou 0,67% em janeiro - em dezembro, teve recuo de 0,30%. Os vilões deste crescimento foram os alimentos processados, que tiveram queda de 0,76% em dezembro, mas subiram 1,75% em janeiro.
As matérias-primas brutas, que também integram o IPA, registraram queda de 0,09%, mas em dezembro a diminuição havia sido ainda maior - 0,36%. Contribuíram para esta taxa os aumentos do arroz (teve queda de 3,96% em dezembro e acelerou para 4,73% em janeiro), bovinos (ascensão de -1,80% para -0,41%) e leite in natura (-5,64% para -3,37%).
O IPC também subiu. Foi de 0,13% para 0,40% em janeiro. O grupo que mais influenciou no indicador foi alimentação, que teve queda de 0,24% no primeiro decêndio de dezembro e acelerou para 0,79% em janeiro. Neste grupo, vale destacar as hortaliças e legumes, que saltaram de -1,21% para 2,90%, laticínios (de -1,61% para 0,73%) e carnes bovinas (de -0,72% para 0,93%).
Já o INCC registrou desaceleração na comparação mensal - passou de 0,28% em dezembro para 0,07% em janeiro. O grupo que mais contribuiu para a redução foi a mão de obra, que se manteve estável no primeiro mês de 2010 contra uma alta de 0,40% em dezembro.
De acordo com a FGV, as maiores influências positivas foram o açúcar cristal no atacado, que havia caído 0,66% em dezembro e subiu 14,42% em janeiro, o tomate para o consumidor - que, após recuo de 22,82% em dezembro, subiu 10% em janeiro - e a área de projetos da construção, que acelerou de 0,06% para 0,84%.
Em contrapartida, contribuíram para segurar uma alta ainda maior do IGP-M a soja no atacado, cujos preços caíram 3,50% em janeiro (em dezembro, a alta havia sido de 0,05%) e a cebola no varejo, que teve queda de 17% contra aumento de 4,76 nos primeiros dez dias do mês passado.
Fonte: MS Record
Cadastrada em: 2010/1/12
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