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Quedas nos preços dos combustíveis e energia elétrica puxam a inflação para baixo em junho
O Índice de Preços ao Consumidor da cidade de Campo Grande (IPC/CG), no mês de junho, apresentou inflação de 0,12%, em relação a maio, devido, principalmente, à queda nos preços dos combustíveis e na tarifa de energia elétrica. O IPC/CG é calculado mensalmente pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), vinculado a Universidade Anhanguera-Uniderp, e busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos.

"O grupo de Transportes foi o que mais contribuiu para segurar a inflação em junho. O índice do grupo ficou em -0,77%", destaca o coordenador do Nepes, professor Celso Correia de Souza. Foram observadas quedas nos preços do álcool combustível (-1,94%), gasolina (-1,91%) e diesel (-1,03%). Segundo o professor, no grupo Habitação, a queda da tarifa de energia elétrica (-2,12%) também foi importante para que o IPC de junho fosse de 0,12%, pois seu peso é significativo no orçamento familiar. O índice geral do grupo Habitação foi de 0,09%. Os outros itens que apresentaram queda foram: vela (-8,66%), lâmpada (-5,44%), água sanitária (-4,46%) e máquina de lavar roupa (-4,07%). Por outro lado, houve aumento nos preços do botijão de gás (11,90%), aparelho de som (5,25%), esponja de aço (3,73%) e álcool para limpeza (3,47%).

O grupo Alimentação registrou uma inflação significativa de 0,51% em junho. Os maiores aumentos foram registrados nos preços do melão (32,0%), pescado fresco (20,05%), goiaba (17,89%), leite pasteurizado (12,42%) e queijo mussarela/prato (11,52%). Mas, no subgrupo carnes, foram registradas quedas nos preços de cortes bovinos e suínos. "As exportações desses produtos por Mato Grosso do Sul não evoluíram conforme o esperado. Além disso o consumo interno está lento e não se recuperou totalmente da queda ocorrida no começo deste ano, por conta dos fortes aumentos praticados. Esses dois fatores contribuíram para deflação nos preços", aponta o professor Celso Correia. Segundo ele, o Mercado Comum Europeu, por exemplo, reduziu a importação de carne do Brasil em quase 30%, em comparação aos valores de maio de 2008. Os cortes de carne bovina que apresentaram as quedas mais significativas foram: filé mignon (-10,85%), contrafilé (-10,29%) e c
ostela (-10,09%). Os cortes de carne suína pernil, bisteca e costeleta registraram índices de -3,25%, -2,33% e -0,16%, respectivamente.

Assim como Alimentação, o grupo Vestuário também registrou inflação significativa de 0,90% em relação a maio. As maiores altas foram registradas nos preços dos itens: sapato feminino (13,57%) e sandália/chinelo masculino (8,88%). O grupo Saúde e o grupo de Despesas Pessoais registraram pequeno aumento de 0,16%. Os principais reajustes foram registrados nos preços do fio dental (3,56%), creme dental (1,68%) e filme fotográfico (1,63%), no grupo Despesas Pessoais; e antialérgico e broncodilatador (1,43%), psicotrópico e anorexígeno (1,07%) e anticoncepcional e hormônio (0,81%). Finalmente, o grupo Educação apresentou estabilidade em seu índice.

Inflação acumulada - Em Campo Grande, a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 3,94% e está abaixo da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Nesse período, todos os grupos apresentam índices positivos, destacando o grupo de Despesas Pessoais, com índice de 8,27%; Saúde, com 6,35%; Vestuário, com 5,62%; e Educação, com 4,23%.

"Nos seis primeiros meses de 2009, apenas o grupo Transportes apresenta índice negativo", destaca o pesquisador do Nepes José Francisco dos Reis Neto. De acordo com Reis, o índice acumulado neste ano para o grupo é de -1,37%. "Os grupos de Despesas Pessoais, Saúde e Vestuário registram as maiores altas, com aumentos de 6,96%, 4,61% e 4,19%, respectivamente", pontua.

Os dez mais e os dez menos do IPC - Na composição do Índice de Preços ao Consumidor alguns produtos se destacam influenciando para mais ou para menos o índice do mês. "Vale ressaltar que os itens que mais contribuem não são, necessariamente, aqueles que apresentam maior variação. O que vai influenciar é o peso de cada um no orçamento mensal das famílias", explica José Francisco.

Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação em junho foram: leite pasteurizado, gás em botijão, pescado fresco, sapato feminino, pão francês, queijo mussarela/prato, batata, aluguel de apartamento, óleo de soja e aluguel de casa.

Por outro lado, os dez produtos que seguraram a inflação em junho foram: energia elétrica, contrafilé, costela, alcatra, gasolina, feijão, álcool combustível, arroz, diesel e patinho.


Fonte: Portal MS
Cadastrada em: 2009/7/3
Pelo colaborador:
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