Puccinelli diz que vai tratar Dourados igual a outras cidades
Governador afirma ter ficado triste com derrota de Murilo Zauith, mas se curva à vontade da população
| Crédito: TV MorenaGovernador fala sobre eleições e crise no Bom Dia MS |
O governador André Puccinelli (PMDB) disse, em entrevista ao programa Bom Dia MS, da TV Morena, que não vai mudar o tratamento a Dourados em função dos resultados das eleições. Puccinelli afirmou ter ficado entristecido, mas espera que o prefeito eleito, Ari Artuzi (PDT), se assessore com uma boa equipe e corresponda às expectativas da população.
"Como eu disse no TRE, meu candidato era o vice-governador Murilo Zauith. É claro que fiquei entristecido, mas devemos satisfação à população, que fez a escolha. Sou governador de todo o Estado, vou atender Dourados igual a outras cidades, independentemente de prefeito ou partido", assegurou. Apesar da derrota no segundo colégio eleitoral do Estado, o partido do governador elegeu 28 prefeitos e superou até as projeções governistas, que trabalhavam com a expectativa de fazer entre 23 e 25 das 78 prefeituras.
André Puccinelli confirmou ter conversado com Ari Artuzi. "O Rigo me ligou e disse: estou aqui com o prefeito eleito de Dourados. E colocou o Artuzi na linha. Trocamos uma dúzia de palavras. Ele pediu que o governo o ajude e eu disse que darei apoio a Dourados, assim como todas as cidades, independentemente de partido ou prefeito".
Em entrevista à imprensa, Artuzi disse que não quer amizade e nem inimizade com o governador, e chegou a dizer que trocaria os três meses que ainda têm de mandato na Assembléia Legislativa por uma UTI e a obra do anel rodoviário. Artuzi, no entanto, já reassumiu sua cadeira na Assembléia Legislativa e foi orientado a listar as prioridades de Dourados e levar ao governador, por escrito. O deputado Ary Rigo, de quem Artuzi é liderado, deve fazer a interlocução entre o prefeito eleito e o governador.
O governador não se estendeu muito na avaliação das eleições, mas mencionou duas situações que, a seu ver, surpreenderam: a eleição da prefeita Maria Odete, do PR, em coligação com o PMDB e PSDB, que venceu o candidato do PT, Manoel Viais, com uma diferença de apenas 10 votos, e a eleição de Fauzi Suleiman (PMDB), com 62% dos votos. No caso de Aquidauana, o ex-governador Zeca do PT deu apoio ao candidato do PDT, Odilon Ribeiro, que ficou com 38,8%. "Ficou provado mais uma vez que aquele que faz campanha com xingamentos não tem vez", comentou o governador.
Em relação às coligações que o PMDB fez com o PT, como o caso de Corumbá, o governador disse que as políticas de alianças, no caso de eleição municipal, são definidas pelos diretórios locais e não vê problemas se elas se repetirem nas próximas disputas eleitorais.
Crise
O governador disse que o momento é de cautela em relação aos efeitos da crise americana. Embora não tenha conversado com o presidente Lula, Puccinelli assegurou que as obras do PAC não deve ser afetadas no Estado. "O PAC não sofrerá solução de continuidade", disse, garantindo que as contrapartidas do Estado e dos municípios já foram feitas e o governo federal não sinalizou em nenhum momento com a hipótese desse risco. "O momento é de cautela ao fazer qualquer negócio", recomenda Puccinelli, notando que se não houver uma forte restrição de crédito os investimentos pode seguir o curso normal.
Orçamento
O governador André Puccinelli reúne nesta quinta-feira os secretários e técnicos da área econômica para discutir a proposta orçamentária de 2009. Segundo o governador, o projeto orçamentário deve seguir para a Assembléia Legislativa no próximo dia 15.
Por enquanto, segundo Puccinelli, não há nenhum indicativo sobre eventuais cortes em função do quadro de depressão anunciado por conta do desdobramento da crise norte-americana.
A proposta orçamentária para o ano que vem está sendo elaborada de acordo com os parâmetros definidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada em julho pela Assembléia Legislativa.
A LDO definiu teto de R$ 7,4 bilhões para as receitas e despesas de 2009, valor 14% maior que o orçamento em execução neste ano (R$ 6,5 bilhões). Para o governador, os números da proposta a ser enviada à Assembléia não devem ser diferentes das diretrizes aprovadas em julho.
A reunião com técnicos servirá para revisar as projeções, diante da crise, que pode refletir na receita de impostos, na eventualidade de uma recessão e queda muito forte da produção.
O governador prevê poucos ajustes e nota que sua gestão só gasta o que efetivamente está amparado por fontes de receita. "Só executamos o que tem dinheiro previsto, cumprimos o que planejamos", disse Puccinelli em entrevista ao programa Bom Dia MS, da TV Morena.
De acordo com a LDO, o orçamento de 2009 deve estimar a receita e fixar as despesas em R$ 7,467 bilhões, com renúncia fiscal de R$ 1,744 bilhão. Esses números levam em conta a projeção de crescimento da economia aos níveis de 3,91%.
O governador disse que o governo vai seguir priorizando educação, saúde e segurança pública e lembra que, no caso da saúde, o governo do Estado já aplica além do índice constitucional.Fonte: TV Morena
Cadastrada em: 2008/10/10
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