Órgãos de Eloá Pimentel ajudam a salvar vidas
Veja o depoimento da jovem que ganhou vida nova com o coração de Eloá e o agradecimento comovido das famílias.
Cinco vidas receberam uma segunda chance graças à decisão da família de Eloá de doar os órgãos da jovem. O Bom Dia Brasil acompanhou a história destes cinco brasileiros. Coração, pulmão, rins e pâncreas já garantem uma vida mais longa a estas pessoas.
Um grande encontro já foi planejado. As famílias dos pacientes que receberam os órgãos disseram que querem se encontrar com a mãe de Eloá. Os órgãos da jovem deram uma nova chance para quem esperava numa longa e dolorosa fila.
A paraense Maria Augusta deu um sorriso e um recado à família. "Quero mandar um recado para minha mãe e para o meu pai que eu estou muito bem. Este foi o presente de aniversário que Deus me deu", disse.
O coração de Eloá bate agora no peito de Maria Augusta. Em imagens exclusivas, feitas pela equipe médica com a câmera da TV Globo, a paciente aparece em recuperação na unidade de terapia semi-intensiva no Hospital Beneficência Portuguesa.
"Antes do transplante, ela não conseguia subir escadas. Nem mesmo pentear o cabelo. Às vezes, para ela, era uma tarefa difícil. A partir de agora, ela deve ter uma vida normal, em termos de atividades físicas e tudo", conta a cirurgiã cardíaca Luciana da Fonseca.
O coração está forte e pronto para novas emoções.
"Ela já está sabendo que eu vou pedi-la em casamento. Ficou sabendo pelos médicos. A gente já namora há algum tempo e mora juntos. Esse era o nosso objetivo", diz Stênio Garcia de Lima, noivo de Maria Augusta.
No mesmo hospital, também está internado Émerson Gentil Dardis, o paciente de 25 anos que recebeu um transplante duplo: do pâncreas e de um dos rins de Eloá. Ele tinha diabetes e, segundo os médicos, a partir de agora terá uma nova vida.
"O paciente, que apresentava doença renal crônica, não urinava mais e já urinou quatro litros nestas 20 horas após o transplante. O transplante de pâncreas também está evoluindo muito bem. As glicemias estão absolutamente normais e o paciente não precisou tomar nenhuma unidade de insulina. A evolução é muito boa", afirmou a nefrologista Irene Noronha.
Émerson Gentil Dardis é mecânico, mas estava afastado da profissão. Desde criança, ele convivia com a doença.
"Sofremos tanto com essa luta, desde os 12 anos. Eu falava sempre para ele: Émerson, vai chegar a sua vez", conta Gentil Antônio Dardis Sobrinho, pai de Émerson.
Outro rim está em um rapaz de 15 anos, que em uma semana deve ter alta de um outro hospital. Na Santa Casa de São Paulo, uma menina de 12 anos se recupera bem do transplante de fígado. No Incor, uma jovem de 18 anos respira agora com os dois pulmões de Eloá.
"A expectativa é muito boa. Não vai ser uma super-atleta, mas certamente vai ter uma condição de vida que todos nós temos no dia-a-dia", prevê o cirurgião Paulo Pego Fernandes.
As famílias responderam à declaração da mãe de Eloá. Durante o velório, ela disse que gostaria de conhecer as pessoas que receberam os órgãos da filha.
"Assim que ele tiver alta, a gente quer encontrar com ela pessoalmente e agradecer. Agora ela ganhou também um filho e ela faz parte da família também", comentou Edmilson Gentil Dardis, irmão de Émerson.
A Secretaria de Saúde informou que as córneas de Eloá já foram retiradas do banco de olhos da Santa Casa para serem transplantadas para dois pacientes em São Paulo, mas não disse em que hospital as cirurgias seriam feitas.Fonte: G1
Cadastrada em: 2008/10/22
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