Museu do Pantanal une tradição e tecnologia
| Crédito: Acervo histórico e arqueológico dá consistência às visitas. |
Com farto uso de tecnologia, será inaugurado no dia 12 de agosto, no Casario do Porto em Corumbá, o Muhpan (Museu de História do Pantanal). Seguindo uma vertente que se populariza em projetos museológicos, o museu pretente transformar a experiência do visitante em um mergulho sensorial pela história e pelo imaginário pantaneiro.
A imersão começa em túnel de espelhos com projeções de imagens do Pantanal e trechos dos poemas de Manoel de Barros. O roteiro segue pela conquista espanhola, as missões jesuítas e as incursões bandeirantes, as expedições científicas do início do século 20, pela Guerra do Paraguai, pela prosperidade dos anos de ouro da cidade porto, e avança até a até os dias atuais da mineração.
A gerente do museu, Ana Paula Badari, explica que a aposta em tecnologia surgiu das características conceituais do projeto. "A amplitude das informações reunidas necessitava de um projeto que aproveitasse diversos suportes para construir um ambiente que envolva os visitantes. E que fosse um projeto vivo, que agregasse a comunidade na construção de sua auto-representação" diz Ana.
A gerente ressalta ainda o papel de resgate de acervo que o museu já está executando. "Existem muitos objetos espalhados, em museus nacionais e internacionais, e em coleções particulares, que já começam a vir para o Museu. É muito importante a existência de espaço onde a informação esteja reunida, é um centro de informações culturais que deve atrair visitantes do mundo todo".
Duas entidades de Mato Grosso do Sul colaboraram para montar o acervo. O Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul doou peças de cerâmica pré-coloniais e artefatos pré-históricos, utilizados pelos habitantes da região há 8 mil anos. O Museu Dom Bosco contribuiu com peças indígenas. O Iphan e o Moinho Cultural de Corumbá apoiaram a realização de pesquisas, a captação de acervo, além de fornecerem logística e mobilizarem a comunidade a participar da constituição do museu.
Casario - O museu está instalado no casarão Wanderley & Baís. Patrimônio histórico desde 1992, o casarão foi construído em 1876 e restaurado pelo Projeto Monumenta, do Iphan.
A montagem do museu custou R$ 5 milhões, que foram captados por meio da Lei Rouanet. O projeto foi patrocinado pela Petrobras e pelo Grupo Votorantin, com supervisão do Iphan e parceria da prefeitura de Corumbá, e gerido pela Fundação Barbosa Rodrigues.
O projeto conceitual é do pós doutor em arqueologia Carlos Etchevarne, da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e foi executado pelo estúdio paulista Votupoca, do arquiteto Nivaldo Vitorino.Fonte: Campo Grande News
Cadastrada em: 2008-08-02
Pelo colaborador:
Portal MS
portalms@portalms.com.br