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Justiça condena jovens por morte de mulher em Guarulhos
Crime ocorreu em 2006; trio chegou a ser preso e depois libertado. Decisão foi anunciada na noite desta quinta-feira (20).
Crédito: GloboVanessa de Freita foi assassinada em 2006
Os três homens acusados de matar Vanessa de Freitas, de 22 anos, foram declarados culpados pelo Tribunal do Júri. A decisão foi anunciada por volta das 21h45 desta quinta-feira (20). O crime ocorreu em 2006, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O julgamento, que começou na terça (18), foi realizado na mesma cidade.



Vagner Conceição da Silva e Renato Correia de Brito foram condenados por dois crimes. O primeiro foi homicídio qualificado, pelo qual receberam pena de 15 anos. Além disso, foram julgados culpados por atentado violento ao pudor, o que levou a mais uma pena de 9 anos, 4 meses e 15 dias. Ao todo, os dois devem cumprir mais de 24 anos de prisão, de acordo com a sentença.



O terceiro réu, William César de Brito, foi condenado por atentado violento ao pudor e recebeu pena de 9 anos, 4 meses e 15 dias. Os três acompanharam a leitura da decisão no plenário. Além disso, os três foram condenados a pagar um salário mínino como forma de reparação aos dois filhos de Vanessa até que eles completem 25 anos. A defesa dos réus afirmou que vai recorrer da decisão.

O juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano determinou que eles passem a noite na carceragem do 1° Distrito Policial de Guarulhos. Em seguida, devem retornar ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos.



Em sua sentença, o juiz afirma que, nos crimes, houve covardia mais do que caracterizada. Além disso, registrou que os "sentenciados permaneceram a maior parte do tempo presos por este processo. Só foram soltos com o surgimento de uma prova nova, cuja credibilidade foi afastada no curso do julgamento".


A prova citada pelo juiz foi à confissão de Leandro Basílio Rodrigues, que ficou conhecido como o "Maníaco de Guarulhos". Ele passou a ser considerado uma testemunha-chave no processo depois de ter assumido a autoria do assassinato de Vanessa juntamente com outros crimes após ter sido preso em setembro deste ano.



Depois de sua confissão, os três acusados, que estavam presos desde 2006 no CDP de Guarulhos, foram liberados por determinação da Justiça. Durante o julgamento, Rodrigues foi ouvido e negou o crime e disse que foi torturado, embora tenha sido exibido um vídeo com sua confissão à polícia.



Julgamento

Na manhã e tarde desta quinta foram realizados os debates entre a acusação e a defesa dos jovens. Em sua exposição, o promotor Levy Magno defendeu a tese de que ao menos duas pessoas teriam participado do assassinato e elogiou os trabalhos realizados pelos policiais e pelos delegados. Um dia antes, ele também havia defendido que, mesmo réus primários, os acusados fariam parte da principal facção criminosa do estado de São Paulo.

Nesta quinta, o advogado Augusto Tolentino, responsável pela defesa dos jovens afirmou que "não existe uma única prova nos autos do inquérito" contra os seus clientes. Ao contrário do promotor, em poucas ocasiões, Tolentino citou a confissão do "Maníaco de Guarulhos". "Nós não queremos saber do 'Maníaco'. Até penso que ele falou a verdade quando confessou o crime, mas não é essa a nossa preocupação", declarou.

Perante os jurados do Tribunal do Júri do Fórum de Guarulhos, Vagner, Renato e William alegaram inocência. Eles disseram que confessaram o crime à Polícia Civil sob tortura. Para a promotoria, Renato foi o mandante do crime e seus dois amigos, os executores.


Fonte: G1
Cadastrada em: 2008/11/21
Pelo colaborador:
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