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Jovem que teve a vida poupada por maníaco depõe na quarta-feira
Crédito: Alessandra Carvalho
A delegada da Deaij (Delegacia Especializada em Atendimento à Infância e Juventude), Maria de Lourdes Cano, seguiu no fim da manhã em diligência para o município de Rio Brilhante, distante a 163 quilômetros da Capital. Ela investiga as três mortes ocorridas no município e deve ouvir durante toda a tarde familiares e amigos de D., de 16 anos, apontado como o principal suspeito das mortes.

Indagada sobre a importância do depoimento da jovem única sobrevivente a qual D. decidiu poupar a vida, ponto chave para a resolução do quebra-cabeça policial, a delegada informou que ela será ouvida somente na quarta-feira e que hoje, o laudo psicológico do suposto autor ficará pronto.

Ontem a mãe de D. prestou depoimento à delegada. "Foi importante porque nos deu muitos subsídios sobre a infância dele". O padrasto também esteve na delegacia.

Em Rio Brilhante residem 26,5 mil habitantes e o clamor popular preocupa a polícia. Os depoimentos deverão começar a ser coletados no começo da tarde. A família de D., padrasto, mãe, e irmãos de 22 e 24 anos, já tiveram que deixar o município.

Vítimas - Todas as vítimas após serem mortas por esganadura, sendo o primeiro também esfaqueado, eram também colocadas dispostas como uma cruz. A primeira vítima, Catalino Gardena, de 30 anos, morto dia 24 de julho, seria homossexual. A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, morta dia 24 de agosto e a terceira, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, morta no dia 6 de outubro.

Ontem, a mãe de Gleice Kelly da Silva, a auxiliar de serviços gerais Terezinha da Silva, de 29 anos, prestou depoimento à delegada Maria de Lourdes Cano.

"Minha filha tinha muito medo dele", disse ao Midiamax Terezinha Silva, minutos antes de entrar na sala da delegada. As duas primeiras mortes ocorridas na cidade já anunciavam que o autor não estava disposto a parar e isso é o que revolta a mãe e os moradores da cidade.

Somente após a conclusão das investigações policiais que culminará no inquérito policial é que o Ministério Público deverá oferecer a denúncia e D. ser acusado de ter cometido o ato infracional que chocou a população de Rio Brilhante.


Fonte: Midiamax

Cadastrada em: 2008/10/14
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