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Em 1 ano, analfabetismo cresce 4,7% em MS
Osvaldo Júnior
O número de analfabetos tem evoluído em ritmo maior que os dos não-analfabetos em Mato Grosso do Sul, aponta a PNAD (Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada hoje. Em um ano, de 2006 para 2007, a quantidade de pessoas analfabetas cresceu no estado, passando de 213 mil para 223 mil.

A população de Mato Grosso do Sul era de 2,338 milhões pessoas em 2007. Deste total, 223 mil nunca tinham ido à escola. Uma parcela 4,69% maior que a do ano anterior. Por outro lado, o número de alfabetizados aumentou apenas 1,94%, passando de 1,907 milhão em 2006 para 1,944 milhão em 2007.

Apesar do crescimento da quantidade de analfabetos entre 2006 e 2007, o estudo aponta que, nos últimos anos, o número absoluto de pessoas sem nenhuma instrução tem diminuído. Em 2001, havia 230 mil analfabetos. Isso significa que houve decréscimo de 3% na quantidade dessa parcela populacional.

Rendimento

Em um ano, a renda média dos trabalhadores de Mato Grosso do Sul aumentou 11,19%, passando de R$ 777 em 2005 para R$ 864 em 2006. Com o avanço, o estado passou a ocupar o 8º lugar em rendimento médio mensal no ranking nacional.

O rendimento médio de Mato Grosso do Sul está abaixo do verificado no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso. A oitava colocação representa avanço com relação ao ranking do ano anterior, quando a renda do estado era a 10º maior do país.

O estudo verificou aumento na quantidade de pessoas ocupadas na comparação entre os anos 2006 e 2007. Na semana de referência de 2006, havia 1,924 milhões de trabalhadores e, no ano seguinte, 1,963 milhões. O maior ingresso de mulheres no mercado de trabalho também foi sondado no estudo. Em 2006, havia 951 mil homens trabalhando e 973 mil mulheres. Em 2007, a parcela feminina aumentou mais que a masculina: o número de trabalhadores passou para 965 mil e o das trabalhadoras para 998 mil.

Fecundidade

O maior ingresso no mercado de trabalho não apresenta necessária implicação com a gravidez, aponta o estudo. A parcela de mulheres grávidas em 2007 era de 74,61%, semelhante aos 74,86% do ano anterior.

No entanto, a gravidez na adolescência tem reduzido. Em 2007, o índice de meninas grávidas entre 15 e 17 anos foi o menor desde 2001. O percentual de adolescentes grávidas nessa faixa etária foi de 0,46%. Em 2006, essa parcela era de 0,65%.


Fonte: MidiaMax

Cadastrada em: 2008/9/18
Pelo colaborador:
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