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CEF não sente efeitos da crise e tem R$ 161 mi para MS
A Inadimplência registrada no Estado é de 1,8%, percentual considerado baixo quando se compara à média nacional, que é de 2,2%.
Crédito: ArquivoConforme Siqueira, pessoas que tiverem renda de até R$ 2 mil pagarão juros de 5% ao ano, enquanto hoje o percentual é de 6%.
Financiamentos habitacionais bateram recorde em 2008 no Mato Grosso do Sul e atingiram o total de R$ 255 milhões, montante que representa crescimento de 61,77% em relação ao mesmo período do ano passado, de janeiro a novembro, quando foram contabilizados R$ 119 milhões. O superintendente regional da CEF (Caixa Econômica Federal), Paulo Antunes de Siqueira, apresentou os dados, que segundo ele, são sinais de que a crise mundial pouco afetou o setor.

Segundo ele, a crise também não comprometeu o pagamento dos empréstimos. Siqueira afirma que a inadimplência registrada em Mato Grosso do Sul é de 1,8%, percentual considerado baixo quando se compara à média nacional, que é de 2,2%. O superintendente pontua que o maior nível atingido em Mato Grosso do Sul foi de 2%.

A perspectiva é que até o fim do ano, o Estado atinja o total de R$ 280 milhões em financiamentos. A Caixa aposta na redução dos juros como uma forma de atrair novos negócios em tempo de instabilidade econômica. Conforme Siqueira, pessoas que tiverem renda de até R$ 2 mil pagarão juros de 5% ao ano, enquanto hoje o percentual é de 6%. Esta faixa de clientes representa 80% da demanda de financiamento. Já a taxa para pessoas com rendimentos entre R$ 2 mil e R$ 4,9 mil ficará mantida em 8,16% ao ano.

Outra vantagem oferecida aos clientes é o aumento dos prazos para pagamento que eram de 20 anos e agora chegam a 30 anos. Para o superintendente, Mato Grosso do Sul também tem parcerias que favorecem crescimento do total de financiamentos. Ele explica que quase todas as imobiliárias do Estado estão credenciadas a fazer os financiamentos e esta comodidade garante mais êxito nos negócios. "A Caixa tem o dinheiro e a imobiliária o imóvel", destaca.Lidiane Nunes, 25 anos, e família moram hoje em uma casa própria. Financiamento feito em 15 anos deu um "empurrãozinho" para que a família conseguisse adquirir o imóvel.

O marido e ela juntaram boa parte do valor total da casa, entretanto, com a possibilidade de parcelar parte do pagamento, puderam investir no imóvel com o qual sempre sonharam. "Estamos muito felizes. Agora podemos receber muitos amigos em casa", conta Lidiane.

Futuro - A Caixa liberou R$ 20,4 bilhões no País, que representa um crescimento de 60 % em relação ao mesmo período do ano passado, quando o banco alcançou R$ 12,7 bilhões.

Até o fim do ano, a Caixa estima aplicar R$ 22,8 bilhões e chegar à marca dos 500 mil financiamentos.


Fonte: Campo Grande News
Cadastrada em: 2008/12/4
Pelo colaborador:
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