Bovespa descola de cena externa e sobe 1,26%; dólar atinge R$ 2,49
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) mantém o ritmo de recuperação moderada na jornada desta quinta-feira, descolada do cenário externo. A valorização dos papéis, no entanto, é puxada por muito poucos investidores, após seis meses de "fuga" de capital estrangeiro na Bolsa. No mercado de câmbio, o Banco Central continua ausente enquanto o dólar crava R$ 2,50.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, ganha 1,26% e atinge os 35.742 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,27 bilhão. Nos EUA, a Bolsa de Nova York cede 0,52%.
O dólar comercial é cotado a R$ 2,492 para venda, o que representa uma alta de 0,68% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 514 pontos, número 0,39% acima da pontuação anterior.
O BCE (Banco Central Europeu) anunciou hoje a redução da taxa básica de juros para 2,5%, em uma redução de 0,75 ponto percentual, em linha com as expectativas do mercado financeiro. O Banco da Inglaterra também decidiu hoje rebaixar os juros primários do Reino Unido para 2%, uma redução de um ponto percentual.
E a França comunicou hoje que vai implementar um plano de estímulo fiscal calculado em 26 bilhões de euros (US$ 32,85 bilhões). "Vamos acelerar em massa decisões de investimentos que estavam nas gavetas dos ministérios", disse o presidente Nicolas Sarkozy.
O Departamento do Trabalho dos EUA revelou que a cifra total de solicitações pelos benefícios do seguro-desemprego caiu para 509 mil na semana passada, menos do que previam economistas do setor financeiro (537 mil). O número, no entanto, pode ter sido afetado pelo feriado na quinta-feira (Thanksgiving).
Brasil
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informou que a produção de veículos recuou 28,6% em novembro deste ano na comparação com o mesmo período de 2007. E ainda segundo a associação, o número de empregos nas montadoras brasileiras registrou queda em novembro pela primeira vez desde dezembro de 2006.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) apontou que o faturamento da indústria brasileira caiu 0,2% entre setembro e outubro. As horas trabalhadas recuaram 0,3% enquanto o emprego apresentou avanço de apenas 0,1%.
"Temos sinais claros de inflexão na atividade industrial por causa da crise global, que começa a aparecer com clareza e em um timing que nos surpreende, atingindo o lado real da economia em um tempo mais rápido do que nós imaginávamos", disse o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Fonte: Folha Online
Cadastrada em: 2008/12/4
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