Por estes dias, um colega padre, bastante novo e muito sério no seu sacerdócio, telefonou para uma consulta.
Dizia ele: “Um casal de noivos aqui de minha Paróquia veio para fazer os papéis de casamento. Querem casar em outra Paróquia. Durante a entrevista, percebi que não havia seriedade alguma naquilo que buscavam. Perguntei por que não se casavam nesta Paróquia que é a deles. Disseram que iriam casar na outra porque é mais bonita, é da moda e muitos amigos casaram lá”.
Continua o padre: “Quando perguntei onde eles foram batizados, os dois não sabiam. Portanto, também não receberam a Eucaristia e nem foram Crismados”. Um deles perguntou: “Mas é preciso ser batizado para casar? Eu nem sei se fui batizado.”
Diante disso, destas respostas, o padre interrompeu a entrevista e conversou comigo por telefone, perguntando o que deveria fazer, pois não sentia segurança alguma em preparar aqueles papéis, pois os noivos, em matéria de Religião, nem sabiam o que sentiam. Não sabiam o que era o Sacramento do Matrimônio e o porquê do casar-se na Igreja.
Disse a ele: “Obrigado por ter telefonado. Faça o seguinte: - aconselhe os dois a casar no civil, já que querem se casar. Oriente para que façam uma boa catequese e que recebam os Sacramentos necessários para o Casamento, como a Eucaristia e a Crisma. Diga a eles, como a data já está marcada no civil, que voltem depois de casados e assim poderão compreender a importância do Sacramento do Matrimônio e o que este Sacramento faz e realiza na vida dos dois e da família que está sendo constituída. Assim estarão cometendo um erro a menos.”
O padre agradeceu aos conselhos dados. Mais tarde telefonou outra vez, detalhando a conversa, disse que foi difícil convencer a noiva, pois o que ela queria era realizar o sonho de entrar na Igreja, todo mundo olhando para ela, usar véu e grinalda. Contou então, que explicou direito o que significa casar e o que significa o Sacramento do Matrimônio na Igreja. Depois de muito choro, diz o padre, conseguiram entender o quanto estavam distantes de Deus, portanto da Igreja também.
Aí está queridos amigos noivos, um padre que teve a coragem de impedir mais um ato social apenas. Ele não quis se submeter àquilo que Jesus fala: “Não jogueis as pérolas aos porcos” (Mt.7,6).
Com o carinho e a bênção do Pe. Caetano.
Padre Caetano Rizzi
22/04/2008
Fonte: Noivas e Cia