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Insônia no idoso
As pessoas idosas apresentam alterações freqüentes dos ritmos circadianos que são regidos por estímulos externos
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A prevalência de insônia no idoso varia de 19 a 38% em estudos recentes. No idoso a insônia com mais freqüência que no jovem é secundária a doenças neurológicas (Alzheimer, Parkinson, síndrome das pernas inquietas) e cardio-respiratórias sendo por essa razão mais graves e com dependência de cuidados. Distúrbios próprios do envelhecimento como a noctúria (despertar à noite para urinar) e a menopausa, também alteram o sono.

No homem a noctúria está relacionada à hipertrofia prostática e na mulher à resistência uretral pós-menopausa (a terapia de reposição hormonal ocasiona melhora deste quadro). A insônia psicofisiológica ou primária também é mais freqüente no idoso provavelmente devido a fatores psicológicos devidos ao isolamento social, empobrecimento material, pouca exposição à luz solar, e ansiedade decorrente do medo à morte e outras doenças.

Freqüentemente a insônia no idoso é tratada sem uma avaliação criteriosa de suas causas, sendo muito perigoso a automedicação. Ronco e Apnéia do sono no idoso A síndrome da apnéia obstrutiva do sono é uma condição onde o indivíduo apresenta paradas respiratórias ou redução da freqüência respiratória durante o sono, ocasionando dificuldade de oxigenação, vários despertares durante o a noite e sonolência durante o dia. Ocorrem cada vez mais casos de síndrome da apnéia obstrutiva do sono com o aumento idade.

Cita-se que 42% dos indivíduos de ambos os sexos com idade maior que 65 anos apresentam mais de cinco paradas respiratórias por hora durante o sono, por causa do fechamento momentâneo das vias respiratórias. Existem fatores dependentes da idade que poderiam explicar o aumento do número de casos de síndrome de apnéia-hipopnéia do sono no idoso.

Entre estes fatores o mais conhecido e é uma maior tendência do colapso das vias aéreas superiores, por um enfraquecimento da musculatura da faringe. Isto explica o próprio ronco, e a partir de certo grau, a apnéia.

A diminuição da função da tireóide, o aumento de peso e a diminuição do controle da respiração também favorecem este problema no idoso.

Fonte: Sociedade Brasileira do Sono.

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